
O melasma é uma alteração crônica da pele caracterizada pelo aparecimento de manchas escuras, geralmente acastanhadas, que surgem principalmente em áreas expostas ao sol, como rosto, colo e braços.
Essas manchas aparecem devido a um aumento da produção de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele, que passa a ser produzido de forma irregular. Diferente de outras hiperpigmentações, o melasma tem comportamento recorrente: mesmo após clarear com tratamento, ele pode voltar se não houver manutenção e cuidados preventivos, como uso diário de protetor solar.
Embora não ofereça riscos à saúde, o melasma pode afetar significativamente a autoestima, já que muitas vezes compromete a uniformidade da pele do rosto. É importante compreender que o melasma se trata de uma condição multifatorial e crônica, que pode ser controlada, mas não totalmente eliminada.
Diferença entre melasma e outras manchas na pele
Nem toda mancha escura é melasma, e esse é um ponto fundamental. Existem diversas causas para hiperpigmentações cutâneas, como manchas de acne, sardas, lentigos solares (manchas da idade) e até condições mais graves, como o câncer de pele.
O melasma geralmente apresenta manchas simétricas, difusas e mal delimitadas, especialmente nas bochechas, testa, nariz e buço.
Já as sardas costumam aparecer desde a infância e têm relação genética, enquanto os lentigos são pequenos pontos mais escuros e bem delimitados, comuns após os 40 anos devido ao sol acumulado ao longo da vida.
Outra diferença importante é que o melasma não causa sintomas como dor, descamação ou coceira.
Se a mancha apresentar essas características, pode se tratar de outro diagnóstico e deve ser avaliada com atenção. Por isso, a avaliação com o dermatologista é essencial para diferenciar o melasma de outras condições e indicar o tratamento adequado.
Quem escreve este conteúdo?

Sou a Dra. Miriã Ruiz, médica dedicada à dermatologia clínica, tricologia e cosmiatria.
Com pós-graduação em Dermatologia pela Associação Pele Saudável e Fellowship em Cosmiatria no Instituto Boggio.
Também sou membro da Sociedade Internacional de Tricoscopia e possuo certificações em Ciências Capilares.
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Diferença entre melasma e outras manchas na pele

Nem toda mancha escura é melasma, e esse é um ponto fundamental. Existem diversas causas para hiperpigmentações cutâneas, como manchas de acne, sardas, lentigos solares (manchas da idade) e até condições mais graves, como o câncer de pele.
O melasma geralmente apresenta manchas simétricas, difusas e mal delimitadas, especialmente nas bochechas, testa, nariz e buço. Já as sardas costumam aparecer desde a infância e têm relação genética, enquanto os lentigos são pequenos pontos mais escuros e bem delimitados, comuns após os 40 anos devido ao sol acumulado ao longo da vida.
Outra diferença importante é que o melasma não causa sintomas como dor, descamação ou coceira. Se a mancha apresentar essas características, pode se tratar de outro diagnóstico e deve ser avaliada com atenção.
Por isso, a avaliação com o dermatologista é essencial para diferenciar o melasma de outras condições e indicar o tratamento adequado.
Quem pode desenvolver melasma?

O melasma é mais frequente em mulheres entre 20 e 50 anos, especialmente durante a fase reprodutiva, já que fatores hormonais exercem grande influência no surgimento das manchas.
A gravidez, o uso de anticoncepcionais orais e terapias hormonais podem desencadear ou intensificar o quadro.
Além disso, pessoas com fototipos de pele mais altos (morena, parda e negra) apresentam maior predisposição, pois possuem naturalmente mais melanina.
A exposição solar, associada à luz visível (inclusive de telas), é outro gatilho importante, tornando o melasma ainda mais comum em regiões tropicais, como o Brasil.
Homens também podem desenvolver melasma, embora representem uma minoria dos casos — cerca de 10%.
O histórico familiar também pesa: quem tem parentes próximos com melasma apresenta risco aumentado.
Quais são as causas do melasma?

O melasma é considerado uma condição multifatorial, ou seja, não existe uma única causa para o surgimento das manchas.
O que se observa é uma combinação de fatores genéticos, hormonais e ambientais nas pessoas com melasma que levam a um aumento da atividade dos melanócitos — células responsáveis pela produção da melanina.
Além disso, sabe-se que o melasma está relacionado a uma hipersensibilidade da pele à radiação solar e à luz visível, o que explica a recorrência das manchas em áreas expostas.
Por esse motivo, mesmo após um tratamento eficaz, o melasma pode voltar caso os cuidados de manutenção não sejam seguidos.
Fatores genéticos e hormonais no melasma:
A predisposição genética desempenha um papel importante: pessoas que possuem familiares com melasma apresentam maior risco de desenvolver a condição.
Isso acontece porque determinados genes estão associados ao funcionamento mais ativo dos melanócitos.
Os fatores hormonais também têm grande impacto.
O melasma é mais comum em mulheres em idade fértil, especialmente durante a fase reprodutiva, devido à influência de hormônios como estrogênio e progesterona.
Esses hormônios podem estimular a produção de melanina, facilitando o aparecimento das manchas.
Por isso, o melasma pode piorar em situações de desequilíbrio hormonal ou durante tratamentos que envolvem hormônios, como reposição ou anticoncepcionais.
Exposição solar e luz visível pioram melasma?
A radiação ultravioleta (UV) é um dos maiores desencadeadores e agravantes do melasma.
A exposição ao sol sem proteção adequada ativa os melanócitos, aumentando a produção de melanina e tornando as manchas mais escuras.
Além da radiação UV, estudos recentes mostram que a luz visível — aquela emitida por lâmpadas artificiais, computadores, celulares e tablets — também contribui para a piora do quadro, especialmente em pessoas com pele morena a negra.
Isso explica por que, mesmo quem não se expõe tanto ao sol, pode notar piora das manchas ao longo do tempo.
O calor também tem um papel secundário, pois provoca inflamação cutânea e pode agravar o melasma.
Por isso, o uso de fotoprotetor de amplo espectro com cor (que protege contra luz visível) é hoje considerado parte essencial do tratamento.
Gravidez e anticoncepcionais causam melasma?

A gravidez é um dos principais gatilhos para o melasma.
Durante a gestação, as alterações hormonais são intensas, e muitas mulheres desenvolvem o chamado “cloasma gravídico”, ou “máscara da gravidez”, caracterizado por manchas escuras no rosto.
Embora em alguns casos o melasma clareie após o parto, em outras situações ele pode persistir e necessitar de tratamento dermatológico.
O uso de anticoncepcionais orais também está entre os fatores mais associados ao desenvolvimento ou agravamento do melasma.
Isso porque os hormônios presentes nas pílulas estimulam a produção de melanina, favorecendo o aparecimento das manchas, especialmente quando combinados à exposição solar.
Por essa razão, mulheres que têm melasma muitas vezes são orientadas a discutir com o ginecologista a possibilidade de métodos contraceptivos alternativos, sempre avaliando os riscos e benefícios individuais.
Quais os tipos de melasma?
O melasma pode se apresentar de formas diferentes, dependendo da profundidade em que o excesso de pigmento está localizado na pele.
Essa classificação é importante porque ajuda o dermatologista a definir os tratamentos mais adequados e a prever os resultados esperados.
De maneira geral, o melasma é dividido em três tipos principais: epidérmico, dérmico e misto.
A avaliação clínica e exames complementares, como a luz de Wood ou a dermatoscopia, permitem identificar qual é o padrão predominante em cada paciente.
Melasma epidérmico
O melasma epidérmico é o tipo mais superficial, em que o acúmulo de melanina ocorre na camada mais externa da pele (epiderme). Esse é considerado o tipo que responde melhor aos tratamentos, pois está mais acessível às tecnologias e aos ativos clareadores.
Melasma dérmico
O melasma dérmico é caracterizado pelo depósito de melanina em camadas mais profundas da pele (derme). Nesse caso, a pigmentação é mais difusa e irregular, tornando o tratamento mais desafiador.
Melasma misto
O melasma misto é o mais comum na prática clínica e apresenta características tanto do epidérmico quanto do dérmico, ou seja, parte do pigmento está em camadas superficiais e parte em camadas profundas.
Como identificar e diagnosticar o melasma?

O melasma costuma ser identificado pelo aparecimento de manchas escuras, acastanhadas ou acinzentadas, geralmente simétricas, que surgem principalmente no rosto — especialmente na testa, bochechas, nariz e buço.
Também pode aparecer em áreas como colo e braços, sempre em regiões expostas ao sol.
Embora o aspecto clínico seja bastante característico, muitas vezes o paciente confunde o melasma com outras manchas, como aquelas decorrentes da acne, do envelhecimento ou até de condições mais graves.
Por isso, o diagnóstico correto feito por um dermatologista é fundamental.
Além de confirmar se realmente se trata de melasma, o médico consegue avaliar a profundidade da mancha, classificar o tipo (epidérmico, dérmico ou misto) e indicar o tratamento mais adequado.
Diferença entre melasma e manchas de acne ou envelhecimento
Nem toda mancha escura é melasma. A hiperpigmentação pós-inflamatória, por exemplo, é muito comum em quem teve acne. Nesse caso, as manchas surgem nos locais de espinhas antigas e costumam ser mais localizadas e bem delimitadas. Diferente do melasma, que apresenta padrão difuso e simétrico, as marcas da acne aparecem de forma irregular, acompanhando o histórico das lesões.
Já as manchas do envelhecimento, chamadas de lentigos solares ou senis, também são diferentes. Elas costumam ser pontos escuros isolados, arredondados e mais nítidos, que aparecem principalmente após os 40 anos devido ao acúmulo de exposição solar ao longo da vida.
O melasma, por sua vez, forma placas maiores, com contornos menos definidos e geralmente em regiões específicas do rosto.
Essa diferenciação é importante porque cada tipo de mancha exige abordagens de tratamento distintas.
O que funciona para clarear manchas de acne ou lentigos pode não ser eficaz para melasma — e vice-versa.
Métodos usados pelo dermatologista no diagnóstico do melasma:
O diagnóstico do melasma é, na maioria das vezes, clínico, feito pela avaliação direta da pele durante a consulta dermatológica. No entanto, alguns recursos podem ser utilizados para aumentar a precisão:
- Luz de Wood: exame simples que emite uma luz especial, capaz de destacar se a mancha está em camadas superficiais (epiderme), profundas (derme) ou em ambas, auxiliando na classificação do melasma.
- Dermatoscopia: ferramenta que amplia e detalha as estruturas da pele, permitindo observar padrões específicos da pigmentação.
- Fotografia médica: utilizada para acompanhamento da evolução do tratamento, possibilitando comparações objetivas ao longo do tempo.
Em casos específicos, pode-se recorrer a exames adicionais para descartar outras doenças pigmentares, mas na maioria das vezes o diagnóstico é direto.
Com essa avaliação, o dermatologista consegue diferenciar o melasma de outras condições, classificar seu tipo e planejar um tratamento personalizado, aumentando as chances de controle eficaz da condição.
Tratamentos modernos para melasma

Embora o melasma não tenha cura definitiva, existem diversos tratamentos que ajudam a clarear as manchas, uniformizar o tom da pele e controlar a recorrência.
O segredo do sucesso está em um plano personalizado, que combina diferentes abordagens de acordo com o tipo de melasma, profundidade das manchas e características individuais da pele.
Os avanços na dermatologia possibilitam resultados cada vez mais eficazes e naturais, especialmente quando o tratamento é conduzido por um especialista em pele.
Cremes clareadores e dermocosméticos tratam melasma?

O uso de cremes clareadores é considerado a primeira linha no tratamento do melasma. Eles atuam inibindo a produção de melanina e acelerando a renovação celular, o que ajuda a reduzir gradualmente a intensidade das manchas.
Cuidados diários que potencializam os resultados no tratamento do melasma:
Independentemente do tratamento escolhido, o fotoprotetor é a peça central no controle do melasma. O uso deve ser diário, em quantidade adequada e reaplicado a cada 2-3 horas, mesmo em dias nublados ou dentro de ambientes fechados. Protetores solares com cor são ainda mais eficazes, pois oferecem proteção contra a luz visível, um dos grandes vilões do melasma.
Além disso, hábitos como evitar exposição solar intensa, utilizar chapéus e óculos escuros, manter uma rotina de hidratação e antioxidantes e seguir corretamente as orientações do dermatologista são determinantes para prolongar os resultados.
O paciente deve entender que o tratamento do melasma é uma jornada contínua: com disciplina nos cuidados e acompanhamento médico, é possível controlar as manchas e conquistar uma pele mais uniforme e saudável.
Sinais de que a mancha não é melasma:
Nem toda mancha escura é melasma. Existem algumas características que podem indicar que a alteração de pigmentação tem outra origem:
- Coceira, descamação ou dor: essas manifestações não são típicas do melasma e podem indicar inflamação ou outra condição cutânea.
- Manchas assimétricas ou muito pontuais: diferem do padrão simétrico e difuso do melasma.
- Mudança rápida de cor ou formato: manchas que crescem rapidamente ou apresentam cores variadas (vermelho, roxo, preto) podem exigir investigação detalhada.
- Histórico recente de acne intensa ou trauma na pele: essas manchas geralmente são pós-inflamatórias e não melasma.
Identificar corretamente essas diferenças evita diagnósticos equivocados e tratamentos ineficazes, prevenindo complicações e frustrações para o paciente.
Vantagem de buscar acompanhamento especializado no tratamento do melasma:
O acompanhamento com dermatologista oferece várias vantagens no manejo do melasma:
- Diagnóstico preciso: o especialista consegue diferenciar o melasma de outras manchas e classificar o tipo (epidérmico, dérmico ou misto), determinando o tratamento mais eficaz.
- Tratamento individualizado: cada paciente recebe uma abordagem personalizada, combinando cremes clareadores, peelings, lasers e tecnologias modernas conforme a necessidade.
- Controle da recorrência: o melasma é crônico e pode voltar, mas com acompanhamento profissional é possível manter as manchas sob controle e minimizar crises.
- Segurança: evita o uso inadequado de produtos agressivos, que podem piorar a pigmentação ou causar irritação.
- Monitoramento contínuo: o dermatologista acompanha a evolução do tratamento, ajustando protocolos e oferecendo orientações sobre fotoproteção e cuidados diários.
Procurar um especialista não apenas acelera os resultados, como também garante segurança, eficácia e satisfação estética, promovendo uma pele mais uniforme e saudável.
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