Dra. Miriã Ruiz – Dermatologia em São Paulo – SP

calvicie masculina

A calvície masculina é um dos problemas estéticos mais comuns entre os homens. Estima-se que até 80% dos homens terão algum grau de perda de cabelo ao longo da vida.

Neste artigo completo, você vai aprender:

  • O que causa a calvície.
  • Como identificar os primeiros sinais.
  • Exames que podem ajudar a avaliar o cabelo.
  • Soluções modernas de cuidado capilar supervisionadas por médico.
  • Como recuperar a confiança em si mesmo.

Quem é a Dra. Miriã Ruiz

Sou a Dra. Miriã Ruiz, médica atuando na dermatologia, tricologia e cosmiatria. Atendo em São Paulo (Moema e Vila Olímpia), com foco em dermatologia capilar e estética avançada.

Minha trajetória inclui:

  • Formação em Tricologia e membro da Sociedade Internacional de Tricoscopia.
  • Experiência em soluções modernas de cuidado capilar 
  • Fellowship em Cosmiatria no Instituto Boggio

Já acompanhei diversos protocolos personalizados para cuidado capilar. que conseguiram recuperar a densidade dos fios e voltar a se sentir confiantes. Meu objetivo é criar protocolos personalizados, porque cada caso é único.

O que é calvície masculina?

calvície masculina, é a forma mais comum de perda de cabelo em homens.

Ela é caracterizada por um processo lento e progressivo de afinamento dos fios, que leva à diminuição da densidade capilar e, em muitos casos, à rarefação permanente em regiões específicas do couro cabeludo, como as entradas e o topo da cabeça.

Segundo estimativas médicas, cerca de 50% dos homens apresentarão algum grau de calvície até os 50 anos de idade, sendo que muitos já começam a perceber os primeiros sinais na juventude, entre os 18 e 25 anos.

Por ser uma condição de origem genética, a calvície não está relacionada apenas ao envelhecimento, mas a um conjunto de fatores hormonais e hereditários.

Diferente da queda de cabelo temporária, como acontece no estresse ou após doenças, a calvície masculina segue um padrão definido, associado à sensibilidade dos folículos pilosos à ação de hormônios.

Essa sensibilidade faz com que os fios se tornem cada vez mais finos, fracos e curtos.

Para entender melhor, vamos explorar em detalhes a diferença entre queda de cabelo comum e calvície, além do papel da testosterona nesse processo.

 Definição simples: alopecia androgenética

O termo “alopecia androgenética” é formado por duas palavras que resumem bem a doença:

Alopecia: significa perda de cabelo.
Androgenética: indica a relação com os hormônios andrógenos (testosterona e seus derivados) e a predisposição genética.

Ou seja, a calvície masculina ocorre quando existe predisposição genética que torna os folículos capilares mais sensíveis à ação de determinados hormônios masculinos. Essa combinação de fatores leva ao miniaturização progressiva dos fios— eles perdem diâmetro, comprimento e densidade, até que alguns folículos param de produzir cabelo.

Esse processo não acontece de forma igual em todos os homens. O padrão de perda é geralmente previsível e segue a chamada escala de Hamilton-Norwood, que classifica os estágios da calvície, desde as primeiras entradas discretas até a perda extensa de fios no topo e na coroa da cabeça.

Diferença entre queda de cabelo comum e calvície masculina

É muito comum os pacientes se perguntarem: “Estou apenas perdendo cabelo ou já estou ficando calvo?”. Essa dúvida acontece porque a queda de cabelo é um fenômeno normal do ciclo capilar, enquanto a calvície é uma condição específica.

1. Queda de cabelo fisiológica (normal)

Todo cabelo passa por um ciclo de crescimento dividido em três fases:

– Anágena (crescimento ativo) – dura de 2 a 6 anos, responsável por manter os fios em crescimento.
Catágena (transição) – dura poucas semanas, preparando o folículo para o repouso.

– Telógena (repouso e queda) – fase em que o fio cai naturalmente para dar lugar a um novo fio.

Em média, uma pessoa perde 50 a 100 fios de cabelo por dia de forma natural, e isso não significa calvície. Essa perda é parte do ciclo saudável e os fios são repostos por novos em crescimento.

2. Queda de cabelo reacional ou temporária

Existem situações que podem aumentar a queda de fios além do esperado, mas que são reversíveis:
– Estresse físico ou emocional
– Alterações hormonais
– Deficiências nutricionais
– Uso de medicamentos
– Infecções ou doenças sistêmicas

Esse tipo de queda é chamado de eflúvio telógeno e, geralmente, os fios podem se recuperar após a causa ser investigada e tratada.

3. Calvície masculina (alopecia androgenética)

Na calvície, a perda não é apenas de fios — há uma alteração estrutural do folículo piloso. O fio que antes era grosso e saudável passa por um processo de miniaturização, tornando-se cada vez mais fino e curto.

A grande diferença é que, na alopecia androgenética, o problema não é simplesmente a queda de cabelo, mas a incapacidade de o folículo produzir novos fios saudáveis. Por isso, sem tratamento, pode haver diminuição progressiva da densidade dos fios.

Como a testosterona e a di-hidrotestosterona (DHT) influenciam no processo

Para entender a calvície masculina, é fundamental compreender o papel dos hormônios

Testosterona: o hormônio chave da masculinidade

A testosterona é o principal hormônio sexual masculino. Ela é produzida principalmente nos testículos e, em menores quantidades, nas glândulas adrenais. Suas funções incluem:

  • Desenvolvimento de características sexuais masculinas
    Aumento de massa muscular e óssea
    Estímulo da libido
    Regulação do crescimento de pelos no corpo

Curiosamente, enquanto a testosterona é responsável pelo crescimento de pelos no corpo e no rosto, nos homens geneticamente predispostos, pode contribuir para afinamento dos fios.

Dihidrotestosterona (DHT): hormônio relacionado à miniaturização dos fios.

A DHT é formada a partir da testosterona pela ação da enzima 5-alfa-redutase. Essa forma do hormônio é até 10 vezes mais potente que a testosterona em sua ligação com os receptores androgênicos.

Nos homens com predisposição genética, a DHT se liga aos receptores presentes nos folículos capilares do couro cabeludo, especialmente nas regiões frontais e no vértex (topo da cabeça). Essa ligação desencadeia um processo de:

– Encurtamento da fase anágena (crescimento)
– Miniaturização dos fios (eles ficam cada vez mais finos e ralos)
Produção de fios mais curtos, frágeis e menos pigmentados

Por que nem todos os homens ficam calvos?

A resposta está na genética. Nem todos os folículos possuem receptores sensíveis à DHT. É por isso que alguns homens apresentam entradas e rarefação no topo da cabeça, mas mantêm a lateral e a parte de trás do couro cabeludo intactas.

Essa diferença de sensibilidade é o que permite, por exemplo, a realização de transplante capilar, já que os fios retirados da região lateral e occipital não sofrem a mesma ação da DHT e permanecem resistentes mesmo após serem implantados em áreas calvas.

Existe relação com níveis altos de testosterona?

Muitas vezes se acredita que homens com calvície têm excesso de testosterona. Na verdade, o que determina a calvície não é a quantidade de testosterona circulante, mas sim a sensibilidade dos folículos à ação da DHT.

Ou seja, um homem com níveis normais de testosterona pode ser calvo se seus folículos forem geneticamente sensíveis à DHT, enquanto outro com níveis altos pode manter o cabelo se seus folículos não forem suscetíveis.

Outros fatores que agravam a ação da DHT

Embora a genética e os hormônios sejam os principais fatores, alguns aspectos podem acelerar ou intensificar o processo da calvície masculina:

Idade: quanto mais cedo os sinais aparecem, maior a chance de progressão rápida
Estresse crônico: pode aumentar a queda de fios e agravar a miniaturização
Alimentação inadequada: deficiências de ferro, proteínas e vitaminas comprometem a saúde capilar
– Doenças associadas: alterações hormonais, tireoide, síndrome metabólica

Esses fatores não causam a calvície por si só, mas funcionam como aceleradores em indivíduos predispostos.

calvície masculina é uma condição genética e hormonal chamada alopecia androgenética, caracterizada pela miniaturização progressiva dos fios devido à ação da DHT nos folículos pilosos. Diferente da queda de cabelo comum e temporária, a calvície segue um padrão definido, geralmente nas entradas e no topo da cabeça, e tende a progredir ao longo dos anos se não for tratada.

Saber distinguir entre queda de cabelo normal e calvície é essencial para buscar ajuda médica precocemente. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores as chances de preservar os fios e retardar a progressão do quadro.

Por que a calvície acontece?

Os principais fatores envolvidos são:

  1. Genética – se há histórico na família, o risco é maior.
  2. Hormônios – a DHT (dihidrotestosterona) miniaturiza os folículos.
  3. Idade – quanto mais cedo começa, maior a progressão.
  4. Estilo de vida – má alimentação, estresse, tabagismo e sono irregular aceleram o processo.

Como identificar os primeiros sinais

Muitos homens só procuram ajuda quando a calvície já está avançada. Porém, o tratamento precoce traz os melhores resultados.

Sinais de alerta:

  1. Aumento das entradas na testa.
  2. Rarefação no topo da cabeça.
  3. Fios mais finos e fracos.
  4. Mais cabelo no travesseiro, no pente ou no banho.

Se você identificou algum desses sinais, é hora de procurar um médico especializado em cabelos.

Como descobrir se tenho calvície: exames importantes

A analise correta é essencial para diferenciar a calvície de outras causas de queda.

No consultório, utilizamos:

  1. Tricoscopia com dermatoscópio: permite observar o couro cabeludo em alta resolução, avaliando a espessura, densidade e qualidade dos fios.

2. Exames: solicitados para investigar deficiências nutricionais ou desequilíbrios hormonais.

Processo de afinamento dos fios ao longo dos anos sem tratamento.

Abordagens médicas para a calvície masculina

Hoje, o tratamento da calvície não se limita a remédios tradicionais. Existem abordagens médicas que podem ser avaliadas para cuidado capilar, de acordo com cada caso

1. Tratamentos tópicos e orais

2. Procedimentos em consultório

Aqui está o grande diferencial da dermatologia moderna.

MMP Capilar

O MMP capilar é um dos tratamentos contra a calvície. Utilizamos uma caneta elétrica para aplicar ativos diretamente na região da raiz dos fios.

Benefícios do MMP:

  • Procedimento rápido e seguro.
  • Praticamente indolor.
  • Deposita os ativos exatamente onde são necessários.
  • Estimula o crescimento e fortalece os folículos.

Frequência das sessões:

  • Geralmente 1 vez ao mês, em protocolos de 3 a 6 sessões iniciais.
  • Sessões de manutenção são recomendadas para manter os resultados.

 

LEDterapia com Capellux Médico

O Capellux Médico é um capacete de LED de uso exclusivo para dermatologistas. Ele emite luz em comprimentos de onda específicos, que estimulam a atividade celular e favorecem o crescimento dos fios.

Diferenciais do Capellux Médico:

  • Exclusivo para uso supervisionado por médicos.
  • Tratamento não invasivo, seguro e indolor.
  • Melhora a oxigenação e circulação do couro cabeludo.
  • Pode ser associado ao MMP e outros protocolos para potencializar resultados.

Os pacientes relatam fios mais fortes e redução da queda após poucas semanas de uso contínuo.

Perguntas frequentes

1. O tratamento dói?
Não. Procedimentos como MMP e LEDterapia são confortáveis, rápidos e utilizam anestésico quando necessário.

2. Quanto tempo para ver resultados?


Em média, de 3 a 6 meses, dependendo da gravidade e do tratamento adotado.

3. Vou precisar tratar para sempre?


Sim. A calvície é uma condição crônica, mas o tratamento contínuo mantém os resultados e evita a progressão.

4. Posso usar apenas produtos de farmácia?


Não é o ideal. Apenas um dermatologista pode indicar o tratamento realmente eficaz para cada caso. Na dose certa e controlando os efeitos colaterais.

A calvície masculina não é um destino inevitável. Com tratamento precoce e acesso às tecnologias modernas, é possível controlar a queda, recuperar os fios e transformar sua autoestima.

O tratamento deve ser contínuo, mas com os protocolos corretos, você pode voltar a ter confiança e qualidade de vida.

 

 O que eu posso esperar e por quanto tempo devo tratar a calvície masculina?

Quando um paciente inicia o tratamento para calvície masculina (alopecia androgenética), uma das primeiras perguntas é:
“Em quanto tempo vou ver resultados?”

A resposta não é simples, pois cada organismo reage de maneira diferente, dependendo de fatores como idade, grau de calvície, tempo de evolução do quadro, adesão ao tratamento e predisposição genética.

Isso significa que não existe um “fim” no tratamento, mas sim um controle da doença. O objetivo é preservar os fios existentes, estimular o crescimento de novos fios quando possível e retardar a progressão do quadro.

Vamos detalhar o que o paciente pode esperar em curto, médio e longo prazo, e qual é a importância da manutenção e do acompanhamento médico.

Por que o tratamento da calvície é contínuo?

alopecia androgenética está diretamente relacionada à ação da DHT (dihidrotestosterona) nos folículos capilares. Esse processo não para espontaneamente: enquanto houver estímulo hormonal, a tendência é a progressão da miniaturização dos fios.

– Exemplo prático:
Imagine que o tratamento seja como regar uma planta. Enquanto você mantém os cuidados, a planta floresce e se mantém saudável. Mas se interromper a rega, ela volta a enfraquecer. O mesmo acontece com os folículos capilares.

O que esperar em curto prazo (0 a 6 meses)

Nos primeiros meses, o paciente pode ter sensações contraditórias, e é justamente nessa fase que mais ocorrem abandonos por ansiedade ou impaciência.

Primeiro mês

  • Alguns pacientes percebem aumento da queda de fios. Isso acontece porque o tratamento acelera a substituição de fios frágeis por novos fios mais fortes. É um fenômeno que faz parte do processo.
  • Essa fase pode gerar insegurança, mas é um sinal de que os folículos estão respondendo ao estímulo.

Entre 3 e 4 meses

  • A queda excessiva tende a reduzir.
  • O paciente começa a notar fios novos, curtos e mais finos surgindo no couro cabeludo.
  • A oleosidade pode melhorar (especialmente em tratamentos combinados).

Entre 5 e 6 meses

  • Os fios novos começam a ganhar força, espessura e cor.
  • A sensação visual é de maior preenchimento, principalmente nas áreas de afinamento difuso.
  • O paciente já começa a perceber maior facilidade ao pentear e mais volume na raiz.

O que esperar em médio prazo (6 a 12 meses)

Essa é a fase em que o tratamento mostra seu potencial máximo inicial.

– De 6 a 9 meses

  • Os fios engrossam progressivamente.
  • Há aumento da densidade capilar, especialmente em áreas onde os folículos ainda não estavam totalmente miniaturizados.
  • O paciente nota que precisa de menos “truques” para disfarçar falhas (bonés, penteados estratégicos).

De 9 a 12 meses

  • Consolidação do resultado inicial.
  • Áreas que estavam rarefeitas apresentam preenchimento visível.
  • Muitos pacientes relatam melhora expressiva na autoestima, autoconfiança e bem-estar social.

Manutenção e acompanhamento médico

A manutenção é a parte mais importante do tratamento da calvície masculina.

O dermatologista ajusta o tratamento conforme a evolução:

  • Pode reduzir doses em pacientes muito responsivos.
  • Pode associar tecnologias para potencializar resultados.
  • Pode indicar transplante capilar caso áreas estejam muito avançadas e sem resposta.

O que influencia os resultados

Nem todos os pacientes respondem da mesma forma. Os principais fatores que influenciam o resultado são:

  •  Idade de início do tratamento – quanto mais cedo o paciente buscar ajuda, maior a chance de preservar os fios.
     Grau da calvície – áreas muito avançadas respondem pouco a medicamentos, podendo necessitar transplante.
     Predisposição genética – cada organismo tem um limite de resposta.
     Adesão ao tratamento – resultados só acontecem se o paciente seguir corretamente as orientações.
    Combinação de terapias – resultados são melhores quando se associa tratamento tópico, oral e procedimentos médicos.

Os resultados existem, mas só permanecem enquanto o tratamento é mantido. Por isso, procurar uma médica especialista em cabelo é essencial.

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Tratamentos capilares 

Fontes: 

Cabelo

https://www.sbd.org.br/cabelo/embed/#?secret=zSrHw0euQa#?secret=KdEJDDIhzn

Queda de cabelos

https://www.sbd.org.br/cuidados/queda-de-cabelos/embed/#?secret=m98tWZCtBw#?secret=B0IJQych0c

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